Capacitar jovens negros e negras no universo das novas tecnologias, compreendendo os fundamentos e usos éticos da Inteligência Artificial. Esse é o objetivo da Formação Be Digital Power Developer - Desenvolvimento de Aplicações com Inteligência Artificial, Low-Code e Automação, realizada pela Biko em parceria com a Wilson Sons, operadora integrada de serviços portuários, marítimos e de logística do Brasil.
A formação é voltada a estudantes e interessados em tecnologia, inovação, automação de processos e desenvolvimento de aplicações sem código tradicional.
A iniciativa completou a primeira fase este mês, e tem como meta capacitar os alunos na compreensão dos fundamentos e usos éticos da Inteligência Artificial; aplicação da engenharia de prompts para interação eficiente com ferramentas de IA; desenvolvimento de protótipos de interfaces digitais com apoio de IA; construção de aplicativos de negócio utilizando Power Apps; estruturação e manipulação de dados por meio do SharePoint; implementação de lógica de funcionamento com fórmulas básicas; criação de fluxos de automação e desenvolvimento de pensamento crítico na avaliação de soluções tecnológicas.

O contexto social atual expõe o uso intensivo de novas tecnologias no mundo do trabalho e de maiores requisitos quanto às competências dos trabalhadores para lidar com os novos paradigmas científicos e tecnológicos, ativos culturais cujo desequilíbrio no acesso é determinante para diferenças socioeconômicas entre os segmentos sociais. Um custo alto de oportunidade para o estado baiano e para o Brasil, quando aliado à exclusão da juventude negra dos ambientes desta produção.
Na programação da formação em formato híbrido, os alunos tiveram, além de aulas online, ações presenciais como a visita a espaços do Porto e da Wilson Sons, onde puderam conhecer a história do Terminal de Contêineres do Porto de Salvador e todas as etapas pelas quais passam as cargas, desde a chegada ao porto e o destino final.
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“A aluna Maria Eduarda Leal diz ter gostado bastante da visita técnica ao Terminal. Foi muito interessante o conhecimento adquirido sobre o funcionamento de todo o processo de trabalho, do início ao fim. E o que mais a impactou foi a fala sobre os softwares que são usados pela Wilson Sons e sobre a preocupação com o as medidas de segurança que são tomadas em prol da proteção de todos que ali transitam diariamente”, pontuou.
Além dos conteúdos técnicos dos módulos descritos os estudantes são contemplados com aulas de Cidadania e Consciência Negra (CCN), ativo essencial de qualquer formação do Instituto Steve Biko, com a perspectiva de promover uma formação cidadã que valorize as diversidades e contribua para elevação da autoestima dos estudantes.
A formação encerrou com a entrega, por parte dos alunos, da apresentação do projeto, demonstrando sua solução e processo de criação. O curso segue as diretrizes metodológicas de experiências consolidadas do Instituto Vai na Web e o Instituto Precisa Ser no desenvolvimento do Be Digital