Maura Cristina: uma mãe bikuda à frente da Ouvidoria da Defensoria Pública!


Maura Cristina, militante do movimento de mulheres negras, mãe, psicóloga e gestora, ativista social. São muitas mulheres em uma e está perto de ser mais uma: Ouvidora da Defensoria Pública do Estado da Bahia.


Maura é candidata à vaga e tem uma bandeira de luta em defesa das mulheres, crianças e jovens em contextos de vulnerabilidade, por direitos à moradia, educação, saúde, equidade, justiça e ao direito fundamental de viver. Filha de trabalhadores domésticos, encontrou nos movimentos sociais o seu destino: batalhar para garantir vidas dignas aos menos favorecidos.


Desde março de 2009, a Ouvidoria Cidadã tem sido um espaço de garantia dos direitos da população que busca os serviços da Defensoria Pública do Estado da Bahia. É o espaço no qual assistidos pela DPE podem intervir, criticar, fiscalizar, elogiar, reclamar, apontar suas demandas, suas prioridades, auxiliando politicamente no crescimento desta instituição de Justiça. Na atualidade, a Ouvidoria é conduzida pela socióloga, Vilma Reis.


Para Maura, que é mãe do ex-aluno do pré-vestibular da Biko Akkani Obatayie Machado Silva (aprovado no Bacharel em Humanidades – Unilab), e uma das grandes parceiras da Biko, sua candidatura vem de uma avaliação junto a alguns movimentos sociais. “Nossa decisão de concorrer ao cargo deve-se por se tratar de um órgão importante e de grande decisão para os mais vulneráveis”, diz.


Instituto Steve Biko – Por que se candidatar à Ouvidoria, o que este órgão representa pra você e seus objetivos enquanto militante?


Maura Cristina – Os movimentos sociais têm várias pautas que estão ligadas à Defensoria. Um espaço que é primordial que seja ocupado por nós. Sendo uma população 80% negra na Bahia, com um número expressivo dos vulneráveis, sei exatamente de que lugar falo. Nada de nós sem nós. É importante minha candidatura por representatividade e poder intervir nas injustiças sociais que todos os dias nosso povo sofre. Acredito que temos que construir pontes para reparação.


Instituto Steve Biko – Qual sua expectativa quanto à atuação da Ouvidoria, quais são seus planos políticos para esta instância?


Maura Cristina – A gestão de Vilma Reis marca alguns pilares na Ouvidoria, nosso desafio é manter e ampliar a atuação nos territórios (grupos operativos).


Instituto Steve Biko – Como você vê a Biko como instituição parceira nesta jornada?


Maura Cristina – Tenho com o Instituto Steve Biko - pessoalmente - uma vivência como mãe e amiga de muitos jovens negros. Compreendo como parceira e de imensa importância na sociedade e, principalmente, para as famílias negras. Vi vidas sendo transformadas com as ações deste instituto, com proposta de outros horizontes para uma juventude para quem o racismo se incumbe de determinar o fracasso.


Como apoiar esta candidatura?


Entidades da sociedade civil devem ser vinculadas aos Conselhos Estaduais de Direitos e comprovar que estão em atuação há mais de um ano para estarem aptas à votação. Se você conhece alguma entidade listada, apoie a votação. Saiba aqui.


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