"A Biko é nosso case de empreendedorismo social mais pulsante" - Luciane Reis!



Eu sou resultado de projetos. Sou resultado do Cidade Mãe, projeto que teve como maior ação deixar mainha tranquila para trabalhar, porque sabia que eu e meus irmãos não estávamos “soltos”.


Mas sou, acima de tudo, resultado de professores comprometidos com estudantes de escola pública, como Paulo de Jesus (à época diretor da Fundação Clemente Mariani), Yara Santiago e Julio Cesar (ex prior da Irmandadde de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos). Sem essas pessoas, comprometidas com sala de aula e, acima de tudo, com estudantes de escola pública, não sei se chegaria ao meu 3° ponto de alicerce - o Instituto Cultural Steve Biko, nossa querida Biko.


Passei os 2 anos mais intenso de minha vida nesta instituição. Foi a Biko que rompeu com minha crença de Candomblé como coisa do Diabo. Foi a Biko que me fez, aos 23 anos, me sentir bonita e nunca mais deixar de gostar de me amostrar. Foi a Biko que me deu resgate de identidade e pertencimento.


Uma instituição tão jovem e fruto do comprometimento de ativistas sociais negros; é nosso case de empreendedorismo social mais pulsante. Afinal, no auge de seus 26 anos, essa instituição - que fez mais pela população negra que todos os projetos governamentais juntos - merece sim ser celebrado por toda nossa militância, por continuar vivo e orgulhoso.


O desafio da Biko? Ousar sonhar e acreditar em pessoas que nem sabiam que eram humanas. A maior tecnologia e inovação da Steve Biko foi e é acreditar no potencial de desenvolvimento e empatia das pessoas. Acreditar que, mesmo com todos os conflitos que elas trazem, elas são as maiores riquezas a serem lapidadas pela continuidade deste país. É acreditar que a inteligência e capacidade de compartilhamento de grupos vulnerabilizados são a maior riqueza - quando potencializada - que um país/estado pode ter.

Enquanto nossos governantes - como diz Silvio Humberto -, querem deixar como legado paredes de concreto, a Steve Biko vem deixando como legado a humanização, o crescimento humano e o desenvolvimento econômico-familiar negro de forma ampla. Neste 31 de julho, quando fechamos o mês das mulheres negras pelo bem viver, só posso agradecer a esta instituição, que continua me formando e orientando nos tempos passados e atuais.


#PorqueBikudosempreSEbikam! #VidalongaBiko #FÉNAGENTE #EusouAsteveBiko

Luciane Reis - bikuda oriunda do Projeto POMPA, é publicitária, especialista em Gestão Pública e produção de Conteúdo Digital, coordenou o Plano Juventude Viva na Gestão Dilma Rouseff , foi membro do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência enquanto assessora de Juventude no Governo Camilo Santana, é e pesquisadora de afro empreendedorismo, etno desenvolvimento e negócios inclusivos. Luciane também é assessora parlamentar e idealizadora do Merc’Afro - Agência de fomento ao desenvolvimento de negócios locais e étnicos, cujo objetivo é a produção de conteúdo e serviços educacionais e de formação.


Destaque!!!
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