Bikud@s lotam Cerimônia de 25 Anos do Instituto Steve Biko


Na noite desta segunda-feira (31), o Instituto Steve Biko recebeu as palmas de mais de 200 pessoas, que lotaram o Centro Cultural da Câmara de Vereadores para celebrar os 25 anos do Instituto. Dentre alun@s, ex-alun@s, professor@s, fundador@s, diretor@s, amig@s e militantes – tod@s com uma só certeza: Biko Vive! E ele viveu nas falas da sociológa e Ouvidora da Defensoria Pública do Estado, Vilma Reis, na ancestralidade e sabedoria de Makota Valdina e na luta e trajetória da educadora, Sueli Santana – convidadas especiais da noite.


Elas falaram dos “Desafios e Estratégias para os próximos 25 anos”, elencando, cada uma, suas perspectivas quanto ao cenário atual de retrocessos e perdas de direitos nos diversos níveis. Direitos estes aclamados pela Poesia Preta das poetizas, Maiara Silva e Joyce Melo, integrantes do Grupo Ágape de Poesia e do Sarau da Onça que iniciaram a Cerimônia. Em suas letras, o combate ao feminicídio, ao racismo, sexismo e todos os tipos de discriminação.


A história da Biko foi relembrada por um de seus resultados: George Oliveira, ex-aluno, hoje Gestor Administrativo da instituição, Economista e Mestre em Desenvolvimento e Gestão Social. George mostrou, entre estatísticas e fotos, o crescimento da Steve Biko ao longo dos anos, os benefícios trazidos à população negra, em especial à juventude. Logo após, a diretora executiva do Instituto, Jucy Silva, relembrou dos 18 anos dedicados à Biko e mediou a Mesa com as convidadas. Sueli Santana, que já estudou e lecionou na Biko, foi a primeira. Em seu relato, memórias de uma luta que mudou a história do Vestibular da UFBA. Foi em 2001, quando – junto a outros estudantes – levou à Justiça a conquista da isenção da taxa de inscrição para o Vestibular daquela Universidade.


“Fora 4600 estudantes beneficiados com a isenção após esta ação na Justiça. A isenção só aconteceu por conta da Biko. Se hoje falam que estamos de “mimimi”, na minha época éramos raivosos, problemáticos. Não havia políticas de ações afirmativas, então pra mim foi muito difícil, mas tudo que aprendi aqui na Biko, levei pra lá e pra minha Escola. Minha vida se divide entre antes e depois do Instituto, pois não dá pra pensar Educação sem a experiência da Biko. Para os próximos 25 anos, a trajetória será difícil, mas só com a união de todos os grupos poderemos fazer diferente”, pontuou Sueli.


Ancestralidade, Lutas e Caminhos


A socióloga, Vilma Reis, trouxe diversas frentes de luta que, hoje, se colocam diante da comunidade negra e da Biko, enquanto instituição educacional, formadora de novos combatentes, nov@s Doutor@s, Mestr@s. “Nossos títulos não são para nos envaidecermos, nos acharmos melhores que os nossos. São para a luta, para que façamos frente às vinganças contra nós”.


Assista aqui parte deste depoimento histórico de Vilma Reis.


Em sua fala, Makota Valdina, pontuou, ainda, a necessidade de diálogo com negros e negras de outros segmentos religiosos, em especial os evangélicos, neopentecostais que, segundo a mesma, foram os maiores responsáveis pela representação parlamentar que se tem hoje no Congresso Nacional. “Precisamos conscientizar nossos irmãos negros evangélicos, dialogar com eles, não impondo crenças, mas fazendo-os refletir sua negritude, sua ancestralidade.


Precisamos utilizar nossos espaços de Terreiros pra fazer rodas de conversa e politizar nosso povo para, na hora de votar, saberem o que estão fazendo. Temos que levar estas discussões sobre a política, porque senão, muito em breve, não teremos mais direito de cultuar nossas divindades. Não podemos deixá-los se escravizar, nossos antepassados eram livres na mente apesar dos grilhões. Dizem que estamos amarrados em nome de Jesus, mas são eles quem estão acorrentados em nome do pastor”, asseverou Makota Valdina.


A noite seguiu com homenagens. A aquel@s que estiverem lá, em 1992, iniciando toda esta trajetória. Maria Durvalina Cerqueira, Valdo Lumumba, Carmen Flores, Abraão Félix, Luis Rocha, Guimário Nascimento, Lourival Filho, Rosania Maria Sacramento, Mário Oliveira. Além da atual Diretoria da Biko: Tarry Cristina (Pedagógica), Jucy Silva (Executiva), Lázaro Cunha (Projetos Especiais), Sérgio Correira (Comunicação), Carlos Eduardo Gusmão (Financeiro), e o presidente de Honra, fundador, Silvio Humberto Passos Cunha.


Teve, ainda, anúncio e premiação de alun@s vencedores do Concurso de Redação "Esta cidade não se deixa ser de Oxum", promovido pelos professores. Finalizando a Cerimônia, Silvio Humberto falou da nova fase da Biko, a construção da nova sede, no Campo Grande, e campanhas futuras que serão deflagradas pela Biko para captação de recursos que viabilizarão a continuidade das obras.


A meta: Faculdade Steve Biko, uma instituição educacional pautada na diversidade e na luta antirracista. Atualmente, as obras continuam e avançam para o terceiro pavimento de restruturação do prédio. Dentre estas campanhas, uma parceria foi anunciada na noite de ontem: a designer baiana, Goya Lopes, doará à Biko estampas exclusivas para confecção de produtos que serão utilizados para arrecadação de recursos.


A cerimônia de celebração dos 25 anos da Biko foi encerrada com bolo, confraternização e esperança. De que o legado de Steve Biko na consciência e na autoestima de jovens negros e negras perdure por mais 25 anos. Depois mais 25....#BikoVive! As campanhas de arrecadação de recurso serão anunciadas neste site e redes Sociais da Bko, fiquem ligad@s!

Veja aqui mais registros deste dia! (Fotos Dandara Eloá e Jamile Menezes)



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