Edição do Oguntec estimula o ingresso de meninas nas áreas de Ciências Exatas

O projeto “Oguntec – Elas nas Exatas” do Instituto Cultural Steve Biko, responsável por despertar em estudantes de escolas públicas o interesse por ciência e tecnologia, encerrou as atividades na última segunda-feira (31) com o saldo positivo. Focado na formação de meninas, cerca de 27 estudantes do Colégio Edgar Santos, agora possuem um novo olhar sobre as matérias mais temidas do ensino médio: matemática, física e química.

Durante um semestre, sob a monitoria de mulheres graduandas em Ciências Exatas de universidades federais, o projeto levou aos estudantes elementos teóricos e práticos, que simplificaram o entendimento e as aproximaram da ciência e da tecnologia. “Esse projeto me mostrou coisas que eu nunca tinha visto, muito de nós sabemos o quanto é importante para a nossa formação, destaco também o feminismo, me identifiquei bastante com o tema”, relata a estudante Jéssica da Silva, lembrando de uma atividade complementar que tratou da violência contra mulher.

O alinhamento entre inovação e tecnologia é uma tendência mundial e os jovens de escolas públicas precisam estar preparados para este mercado, acredita Lázaro Cunha, diretor de projetos da Biko. “As fundações que apoiam projetos de ciência e tecnologia clamam por ideias inovadoras que podem criar o impacto na sociedade, nosso dever é cuidar dos talentos, das mentes pensantes”, afirma o diretor que também ver a necessidade de investimento na educação. “Os ditos gênios, donos das maiores Startups são de países que cuidam de suas bases, com investimentos altíssimos em educação e isso faz uma diferença muito grande”, observa.

Esta edição do Oguntec foi financiado pela instituição Elas, um fundo de investimento social voltado exclusivamente para a promoção do protagonismo das mulheres. “Quando surgiu a ideia do Elas nas Exatas o nosso foco eram as meninas mas não a questão racial, mas hoje temos a compreensão da importância de trabalhar a interseccionalidade, esses projetos revelaram o quanto a questão racial tem se destacado, mostrando uma necessidade desse trabalho interseccional que vamos pensar para os próximos editais”, explica Sandra Unebehaum, do fundo Elas.

Segundo a análise detalhada sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho do período entre 2004 e 2014 realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a mulher negra continua sendo a "base do sistema remuneratório e é sujeito preferencial das piores ocupações, convergência da tríplice opressão de gênero, raça e classe".


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